“Não desconfiei”: vítima de estupro por dois homens relata terror

“Como conhecia ele, não desconfiei”. Com essas palavras, uma adolescente vítima de estupro coletivo em bairro na Zona Oeste de Natal relatou os momentos de terror que viveu na manhã da quarta-feira (29). A estudante contou que voltava da escola por volta das 9h30 quando encontrou sentado no caminho de casa um dos suspeitos. “Ele me chamou e insistiu para dar uma volta de moto. Como conhecia ele, não desconfiei”, relatou a vítima.

Milton Leite de Souza, de 38 anos, é conhecido da adolescente e da família dela, pois faz trabalhos e frequenta a rua onde a vítima mora com os pais. A adolescente relatou que Milton a levou para uma vila e a obrigou a entrar na casa. “Ele parou a moto, mandou eu descer e disse: ‘entre’, mas eu disse que não ia entrar e ele me empurrou. Quando entrei me deparei com um rapaz nu”, afirmou a adolescente.

O outro suspeito é Eriberto Alves Candido, de 26 anos. Junto com Milton, os dois são suspeitos de praticarem estupro de vulnerável contra a estudante. “Ele tirou minha roupa e praticou o ato. Depois me mandou tomar banho e o outro também veio”, contou a estudante. A vítima gritou muito e, ao ouvirem os gritos e pedidos de socorro, os vizinhos chamaram a polícia. A adolescente disse ter ficado muito chocada e abalada. “A gente não pode confiar em ninguém. Agora mudou tudo na minha vida”, lamentou.

O delegado Ernani Júnior, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), passava pelo bairro e foi avisado da ocorrência. “Estávamos próximos e fomos até o local. Batemos na porta e o morador da casa veio ainda vestindo a roupa. Solicitamos os documentos de identidade dos dois, eles desobedeceram a ordem e vieram contra nós. Apontamos as armas e pedimos reforço. Afastamos a adolescente deles e conduzimos os dois para a Delegacia Especial Defesa Criança e Adolescente (DCA)”, esclareceu o delegado.

Milton Leite de Souza e Eriberto Alves Candido passarão por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (30). A delegada Igara Rocha, titular da DCA, afirmou que a vítima foi estuprada e obrigada a fazer outros atos sexuais com os suspeitos. Os dois devem ser autuados por estupro de vulnerável e estupro coletivo.

OP9/RN
Postado em 30 de maio de 2019 - 14:03h