Motorista de buggy de acidente que matou duas mulheres no litoral do RN é indiciado por duplo homicídio culposo

O motorista do buggy que se envolveu do acidente que resultou na morte de duas mulheres no litoral Norte potiguar, em junho, foi indiciado pela Polícia Civil por duplo homicídio culposo qualificado. Núbia Silva de Almeida e Janaina Fonseca do Nascimento foram as vítimas.

Além disso, o homem também foi indiciado pelas lesões corporais culposas sofridas por Jackson Junior da Silva, que também estava no carro. O condutor não está preso e vai responder ao processo em liberdade.

O acidente aconteceu por volta das 19h do dia 8 de junho passado, na beira da praia, entre Santa Rita e Redinha, em Extremoz, na Grande Natal. Segundo a Polícia Civil, o motorista do buggy teria colidido com um pacote de borracha que estava na areia.

Com o impacto, as mulheres teriam sido arremessadas por cima do buggy. Núbia Silva morreu no local e Janaina Fonseca morreu três dias após o acidente, no hospital, por causa dos traumas sofridos. Jackson Junior sofreu lesões graves, tendo, inclusive, uma perna amputada.

Investigações

Ao longo do interrogatório do acidente, o homem indiciado confessou que era o condutor do buggy. Mas afirmou que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), não era bugueiro credenciado junto ao Sindicato dos Bugueiros do RN (SindBuggy) e não tinha autorização oficial para circular pela orla da praia de Santa Rita.

Segundo a Polícia Civil, ainda em interrogatório ele negou que, antes da colisão, tivesse ingerido bebidas alcoólicas com as vítimas. Entretanto, uma testemunha do caso informou que durante todo o dia as quatro pessoas, inclusive o motorista, teriam ingerido bebidas alcoólicas em uma residência próxima ao local do acidente.

Ainda de acordo com a investigação, o condutor, após o acidente, fugiu do local do fato para não ser preso em flagrante. “O tráfego de veículos pela beira-mar sem autorização é proibido por lei. Se um motorista cometer qualquer crime na direção de um veículo automotor nestas circunstâncias, será penalizado criminalmente, nos termos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB)”, reforça o delegado do caso, Alysson de Assis.

G1/RN

Postado em 2 de julho de 2019 - 18:26h