Nove dos dez hospitais públicos do RN estão com 100% dos leitos para Covid-19 lotados; estado tem 41 pacientes na fila por leito crítico

O Rio Grande do Norte chegou a 100% de ocupação nos leitos críticos da rede pública estadual para tratamento da Covid-19 no Oeste do estado e na Região Metropolitana de Natal. Em todo o território potiguar há apenas 6 leitos de UTI, no hospital regional de Caicó. Dos 10 hospitais públicos com atendimento para Covid-19, apenas um não está 100% lotado, justamente o Telecila Freitas Fontes. O número de pacientes aguardando leito UTI ou UCI é 41.

Os dados são do portal RegulaRN da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) em parceria com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal (LAIS/UFRN). A plataforma é atualizada em tempo real. A consulta para esta reportagem foi feita às 13h26 desta terça-feira (26).

Ao todo, o RN tem 181 leitos críticos para pacientes com o novo coronavírus. Esses leitos podem ser de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), destinados a pacientes graves, ou de Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), que pode ser entendido como um meio-termo entre as etapas de internação e terapia intensiva.

Estes 181 leitos estão divididos entre 10 hospitais públicos do RN com atendimento especializado para a Covid-19. Apenas 6 estão disponíveis, em Caicó; 24 bloqueados; e 151 ocupados. Nove dos 10 hospitais com pacientes da Covid estão com 100% de lotação.

Das 10 unidades hospitalares, 6 estão em Natal e atendem pacientes da região metropolitana. Dois hospitais estão em Mossoró e atendem a região Oeste. As outras duas unidades estão em Caicó (região Seridó) e Pau dos Ferros (região Alto Oeste). Veja o panorama em detalhes:

G1/RN

Fila de pacientes tem 98 pessoas

Com 90% da rede pública estadual cheia, 41 pacientes estão em estado grave aguardando tratamento em terapia intensiva. Deste grupo, 12 foram classificados como “prioridade 1” e 29 como “prioridade 2”. Outras 57 formam o grupo de pessoas das prioridades 3 e 4, que não dependem de ventilação mecânica, mas aguardam leitos de menor complexidade.

Confira a definição técnica das prioridades de acordo com a Sesap:

  • Prioridade 1: são aqueles que estão entubados ou em droga vasoativa. Esses são pacientes agudos que precisam de um leito de UTI e que não tem doenças crônicas avançadas;
  • Prioridade 2: são também aqueles que demandam por terapias intensivas (ventilação mecânica, droga vasoativa, por exemplo), mas são pacientes que já possuem alguma doença crônica;
  • Prioridade 3: são aqueles que não dependem de ventilação mecânica;
  • Prioridade 4: não dependem da ventilação ou de suporte mais intensivo, mas tem alguma doença crônica.

Segundo a Sesap, os pacientes críticos serão regulados conforme protocolos operacionais. “A ocupação do leito vago por um paciente que está na fila obedece aos protocolos de segurança para a transferência e a disponibilidade de uma ambulância adequada para realizar o transporte”, informou a pasta.

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G1/RN

Postado em 27 de maio de 2020 - 15:51h