Prefeito de Ielmo Marinho é preso em flagrante após tentar se desfazer de celular e dinheiro durante operação no RN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Securitas, voltada ao cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa com possível envolvimento de agentes políticos e integrante das forças de segurança.
As diligências ocorreram nos municípios de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim. Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início em 2023 e apontam que o grupo seria estruturado para promover intimidação de adversários políticos e praticar outros ilícitos, contando com um núcleo armado e articulação em diferentes esferas administrativas. O prefeito de Ielmo Marinho é apontado como um dos investigados e, conforme a apuração, seria o líder da organização. Também são investigados um vereador e um policial militar.
Um dos episódios que deram origem à investigação ocorreu no município de Ielmo Marinho, quando houve registro de que homens armados estariam no interior da Câmara Municipal, supostamente fazendo segurança privada de parlamentar e intimidando opositores. Na ocasião, foram apreendidas armas de fogo, munições — inclusive de calibres restritos, como .40 e .45 — e outros materiais.
Durante o cumprimento dos mandados nesta quarta-feira, o prefeito investigado foi preso em flagrante por embaraçar a investigação, após, segundo a Polícia Civil, tentar se desfazer de dinheiro e de um aparelho celular ao arremessar os objetos para fora de sua residência.
A operação busca reunir novos elementos para esclarecer crimes como porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa, além de identificar outros possíveis envolvidos. Entre os alvos das buscas estão documentos, valores, armas e dispositivos eletrônicos.
As apurações contam com a atuação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Militar.
O nome da operação, “Securitas”, tem origem no latim e significa segurança, em referência ao objetivo de preservar a ordem pública e proteger as instituições.
A Polícia Civil reforça que informações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
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