Mulher é presa suspeita de penhorar motocicleta de companheiro para financiar apostas no Tigrinho

O vício em jogos de azar online fez mais uma vítima da própria linha de golpes. Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Civil após registrar um boletim de ocorrência falso para tentar encobrir um prejuízo financeiro causado pelo popular “Jogo do Tigrinho”.

Ela compareceu à delegacia alegando que havia sido rendida por um criminoso armado, que teria roubado sua motocicleta. No entanto, o que parecia ser um caso de violência urbana logo se revelou uma complexa teia de mentiras e estelionato. Durante o depoimento, as contradições da suposta vítima chamaram a atenção dos investigadores, que rapidamente desmascararam a farsa.

A rota do golpe: do penhor às apostas

De acordo com as investigações, a suspeita arquitetou o plano para esconder um rastro de decisões criminosas que envolveram o patrimônio alheio:  A motocicleta utilizada na farsa sequer pertencia à mulher, mas sim ao homem com quem ela convivia.

  • O penhor ilegal: Sem o consentimento ou autorização do companheiro, ela utilizou o veículo como garantia para obter um empréstimo informal no valor de R$ 2.700. O vício no jogo: Com o dinheiro em mãos, ela apostou — e perdeu — toda a quantia nas plataformas do “Jogo do Tigrinho”. Ao perceber que não teria como reaver a moto e temendo as consequências com o companheiro, ela decidiu procurar as autoridades e inventar o assalto à mão armada.

Desfecho e histórico criminal

A farsa durou pouco. Após confrontarem os fatos, os policiais civis localizaram o paradeiro da motocicleta, que estava em posse do homem que havia concedido o empréstimo à suspeita. O veículo foi recuperado e a mulher recebeu voz de prisão ainda na delegacia.

“A mentira foi descoberta em poucas horas de diligência. Ela tentou usar o aparato estatal para validar uma fraude, mas acabou agravando ainda mais sua situação jurídica”, destacou um dos agentes responsáveis pelo caso.

Agora, a autuada responderá formalmente pelos crimes de falsa comunicação de crime e estelionato. Segundo a Polícia Civil, a suspeita não é iniciante nesse tipo de delito e já possui um histórico criminal marcado por golpes semelhantes. Ela permanece à disposição da Justiça.

FIM DA LINHA

Postado em 4 de julho de 2026 - 18:59h